Fonoclinica

CONSULTÓRIO DE FONOAUDIOLOGIA (Avaliação, Orientação e Terapia Fonoaudiológica) - Tel: (11) 8703-2909

Consultório

CONSULTÓRIO DE FONOAUDIOLOGIA

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ATENDIMENTO:

(11) 8703-2909

Dicas para driblar o medo de falar em público

8th Julho 2008

1) Saiba exatamente o que vai dizer no início, quase palavra por palavra, pois neste momento estará ocorrendo maior liberação da adrenalina.

2) Leve sempre um roteiro escrito com os principais passos de apresentação, mesmo que não precise dele. É só para dar mais segurança.

3) Se tiver que ler algum discurso ou mensagem, imprima o texto em um cartão grosso ou cole a folha de papel numa cartolina, assim, se as suas mãos tremerem um pouco o público não perceberá e você ficará mais tranqüilo.

4) Ao chegar diante do público não tenha pressa para começar. Respire o mais tranqüilo que puder, acerte devagar a altura do microfone (sem demonstrar que age assim de propósito), olhe para todos os lados da platéia e comece a falar mais lentamente e com volume de voz mais baixo. Assim, não demonstrará a instabilidade emocional para o público.

5) No início, quando o desconforto de ficar na frente do público é maior, se houver uma mesa diretora, cumprimente cada um dos componentes com calma. Desta forma, ganhará tempo para superar os momentos iniciais tão difíceis. Se entre os componentes da mesa estiver um conhecido aproveite também para fazer algum comentário pessoal.

6) Antes de falar, quando já estiver no ambiente, não fique pensando no que vai dizer, preste atenção no que as outras pessoas estão fazendo e tente se distrair um pouco.

7) Antes da apresentação evite conversar com pessoas que o aborreçam, prefira falar com gente mais simpática.

8) Antes de fazer sua apresentação, reuna os colegas de trabalho ou pessoas próximas e treine várias vezes. Lembre-se de exercitar respostas para possíveis perguntas ou objeções, com este cuidado não se surpreenderá diante do público.

 

9) Se der o branco, não se desespere. Repita a última frase para tentar lembrar a seqüência. Se este recurso falhar, diga aos ouvintes que mais a frente voltará ao assunto. Se ainda assim não se lembrar, provavelmente ninguém irá cobrar por isso.

 

10) Todas essas recomendações ajudam no momento de falar, mas nada substitui uma consistente preparação. Use sempre todo o tempo de que dispõe.

Fonte:

Este texto foi extraído do site Carreira- Reinaldo Polito (www.polito.com.br)

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Matéria Folha Online: “Médico alerta para correção da gagueira”

3rd Junho 2008

Médico alerta para correção da gagueira - 23/09/2001

(Fonte: Folha Online) 

CLÁUDIA COLLUCCI

da Folha de S.Paulo
Pais devem ficar atentos para a repetição de sons, sílabas ou palavras inteiras durante os primeiros anos dos seus filhos. Geralmente o problema desaparece até os cinco anos, mas, se persistir, pode ser o primeiro sinal da gagueira.
Nesse caso, a sensibilidade dos pais é fundamental. Chamar a atenção da criança, interrompê-la, corrigi-la e obrigá-la a falar corretamente só piora a situação. O melhor é procurar ajuda médica e fonoaudiológica.
Especialistas dizem que a gagueira pode ter origem na pressa de ouvir e de falar. Isso causaria um descompasso entre o pensamento e a fala.
Mas há divergências quanto às causas e formas de tratamento do distúrbio.

Existem correntes para justificar o problema a partir de fatores hereditários, psicológicos, orgânicos ou sociais.
A fonoaudióloga clínica Silvia Friedman, 50, professora da PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), afirma que há condições subjetivas e socioculturais que podem possibilitar que uma pessoa desenvolva “gagueira natural” ou “gagueira sofrimento”.
A gagueira natural seria aquela que não causa incômodo à pessoa. Ela até pode hesitar na hora da fala, repetir palavras ou sons, mas não se constrange. A gagueira sofrimento é justamente o contrário. Ao falar, a pessoa fica tensa, com medo de errar e o ato transforma-se em um verdadeiro tormento.
Gaguejar ou não, segundo Silvia, é uma questão relativa à situação de comunicação e não orgânica, e acontece em um momento de concorrência das palavras. “Todos nós temos gagueira. É uma reação normal”, afirma.
Para ela, o grande problema é a sociedade preconceituosa, que hostiliza quem não tem uma fluência perfeita. Silvia foi uma das organizadoras de um livro sobre o tema lançado esta semana em São Paulo.
No caso das crianças, segundo a fonoaudióloga, os pais são peças-chaves no tratamento. O principal desafio é fazê-los reinterpretar seus filhos e entender que não há fluência absoluta.
A arquiteta Maria Isabel Braga, 37, conhece essa lição ao pé da letra. Há oito anos, ela escutou um diálogo entre o filho Lucas, na época com cinco anos, e uma coleguinha, no qual ele falava abertamente que era gago.
“Fiquei em pânico. Até então não tinha percebido nada”, diz. Ela afirma que foi chamada na escola do menino, e uma das coordenadoras disse que ela deveria procurar a ajuda de uma fonoaudióloga clínica.
Maria Isabel levou o filho à especialista, mas não gostou do tratamento. “Havia um ranço psicoterapêutico que não tinha nada com o meu filho.”
Identificou-se imediatamente com a linha de uma segunda profissional, que partia do pressuposto de que a fala é uma habilidade como outra qualquer e que “hesitar” em alguns momentos é normal. Com o passar dos anos, Lucas melhorou sua fluência e hoje as repetições ou hesitações na fala são quase imperceptíveis.
Diagnóstico
Para a fonoaudióloga Ana Maria Maaz Alvarez, há possíveis causas neurológicas e psiquiátricas envolvidas no processo da gagueira, que precisam ser avaliadas por meio de um diagnóstico sofisticado, que inclui exames de processamento auditivo e eletrofisiológicos, avaliação clínica e outros testes.
Os exames eletrofisiológicos mostram a velocidade com a qual o estímulo auditivo percorre o sistema nervoso.
A partir do resultados, segundo Ana Maria, é escolhido o tratamento ou treinamento a que o paciente será submetido.
Às vezes, por exemplo, ele precisa perceber mais pausa e musicalidade, funções que estão no hemisfério direito. São escolhidos, então, exercícios que vão estimular a parte do cérebro carente da função.
Ana Maria afirma que certos tipos de gagueira estão relacionados a doenças como déficit de atenção e da síndrome de Tourette, que provoca tiques, movimentos involuntários, entre outros.
Nessas situações, além da fonoaudióloga, outros dois profissionais (neurologista e psiquiatra) participam da avaliação do paciente. Geralmente, é indicado o uso de medicamentos que vão reequilibrar a rede de neurotransmissores (substâncias que fazem a comunicação no cérebro).

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Matéria Folha Online: “Conheça grupos de ajuda para gagos”

3rd Junho 2008

Conheça grupos de ajuda para gagos  - 23/09/2001

(Fonte: Folha Online) 

da Folha de S.Paulo
Há vários grupos de auto-ajuda para gagos em pelo menos 28 países do mundo. Eles se agrupam na International Stuttering Associacion (ISA).
Uma listagem pode ser obtida na internet no endereço: http://www.stutterisa.org/.
Outro caminho de discutir o problema é por meio dos fóruns eletrônicos de discussões, grupos gratuitos nos quais se inscrevem pessoas interessadas em um determinado tema. Seguem os endereços de alguns:

stu-hlp@ecnet.net - lista de apoio para pessoas que gaguejam e seus familiares.
Para se inscrever é necessário apenas enviar um e-mail para listproc2@ecnet.net e indicar: assina Stut-hlp, nome e sobrenome. O organizador é Robert Quesal, r-quesal@bgu.edu.
wordfree@vm.temple.edu - lista de discussão em inglês dirigida a adolescentes gagos menores de 20 anos. Para se inscrever, envie e-mail a siltserv@vm.temple.edu e indique: assine wordfree, nome e sobrenome.
Caps-news@webcon.net - lista de discussão patrocinada pela Associação Canadense de Pessoas Gagas. Para se inscrever, envie e-mail a caps-news-reques@ webcon.net e, no assunto, indique quem assina.
ttml-l@majordomo.ucv. edu.ve - é a primeira lista sobre gagueira em espanhol. É aberta a gagos e interessados. Envie um e-mail a majordomo@ majordomo.ucv.edu.ve e indique: assina ttm-l, seguido de nome e sobrenome. O organizador é Pedro R. Rodrigues C.

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Matéria Folha Online: “Homens são mais predispostos à gagueira, dizem pesquisadores”

3rd Junho 2008

Homens são mais predispostos à gagueira, dizem pesquisadores - 23/09/2001

(Fonte: Folha Online) 

da Folha de S.Paulo
Pesquisadores são unânimes em reconhecer que há mais homens gagos do que mulheres. Essa predisposição para o sexo masculino, no entanto, não tem explicação científica.
A fonoaudióloga Ana Maria Martinez, por exemplo, acredita que o desenvolvimento da linguagem seja melhor nas meninas, pois elas começam a falar mais cedo. As mulheres, de acordo com ela, teriam as funções cerebrais mais bem distribuídas.
Na opinião da pesquisadora francesa Claire Dinville, o que deve ser notada é a correlação que existe entre a gagueira e todos os distúrbios da elaboração da linguagem (atraso da fala, dislexia, disortografia). Uma explicação para essa predominância seria o atraso no desenvolvimento da linguagem dos meninos.
Herança
Alguns pesquisadores dizem que a gagueira é herdada. Para Ana Maria, se a criança apresentar distúrbios da fala e tiver antecedentes na família, os pais devem procurar ajuda de uma fonoaudióloga o quanto antes.
Há pesquisas que mostram que de 30% a 40% dos gagos vêm de famílias com outros casos. Mas essa influência ainda não está provada devido à carência das árvores genealógicas dos gagos.
Na visão de diversos autores sobre gagueira, o percentual de canhotos entre os gagos é muito mais elevado do que nos outros transtornos da fala. Alguns defendem que os canhotos só gaguejam quando são contrariados.

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Matéria Folha Online: “Distúrbio da fala já era identificado em filósofos gregos”

3rd Junho 2008

Distúrbio da fala já era identificado em filósofos gregos - 23/09/2001

(Fonte: Folha ONline)

da Folha de S.Paulo
Relatos históricos sugerem que a gagueira é um distúrbio que acomete os humanos desde os primórdios. Traduções do Êxodo 6, 12, dizem que Moisés (século 12 a.C.) era gago: “lento de fala”, “incursivo de lábios”.
O mesmo acontece com os filósofos gregos Hipócrates (460-332 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.).
Naquela época, pensava-se que a gagueira era causada por uma língua muito grossa. No século 19, começaram os estudos mais consistentes sobre a doença, embora até hoje não haja unanimidade sobre as causas.
Adolfo Kusmaul foi a primeira pessoa a dar definição científica para a gagueira, em 1877: neurose de coordenação espástica.]
Em 1931, pesquisadores apontaram a relação entre gagueira e deficiência de audição. Seis anos depois, descobriu-se que ela também tinha relação com alterações da função linguística.
A partir da década de 50, foi introduzido o tratamento psicoterápico, e, em 1960, foram acrescentadas as idéias comportamentalistas.

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Matéria Folha Online: “Primeiro aparelho para auxiliar portadores de gagueira chega ao Brasil “

3rd Junho 2008

Primeiro aparelho para auxiliar portadores de gagueira chega ao Brasil - 10/04/2008 (Fonte:Folha Online)

IARA BIDERMAN
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Em entrevista por telefone, o bibliotecário Roberto Tadeu, 38, conta sua história, sem pressa. A descoberta, aos cinco anos, de que falava de forma diferente da maioria das pessoas, as dificuldades da adolescência e de obter o primeiro emprego, as sessões de fonoaudiologia, os grupos de discussão na internet, a fundação de um grupo de apoio e de troca de informações sobre a gagueira. A conversa foi longa.

O que a reportagem da Folha não sabia é que, na entrevista, Roberto estava fazendo uma das coisas mais difíceis para quem tem gagueira: falar ao telefone. E isso é só uma das coisas que a maioria das pessoas não sabe sobre o distúrbio.

Para enfrentar situações como essa, é comum o portador de gagueira procurar estratégias. “Muitas vezes, ele prefere se deslocar para falar pessoalmente e evitar o telefone. De modo similar, pode ir comprar o pão no supermercado só para não ter de falar com o funcionário da padaria”, conta a fonoaudióloga Ignes Maia Ribeiro, presidente do IBF (Instituto Brasileiro de Fluência).

Uma nova estratégia, desta vez tecnológica, acaba de ser lançada no Brasil. Um pequeno aparelho colocado dentro da orelha simula o “efeito coro”, fazendo a pessoa que gagueja ouvir suas próprias palavras com um certo atraso e ter a sensação de que está falando junto com outros. Em situações como recitar em coro ou cantar, é comum a gagueira desaparecer.

O aparelho que está chegando ao mercado, o SpeechEasy, da Microsom, passou por cerca de um ano e meio de testes clínicos no Brasil, coordenados por Ribeiro, do IBF. “As respostas das pessoas que fizeram os testes foram diferentes. Houve quem colocou o aparelho e teve melhora imediata e quem praticamente não sentiu efeito. Uma das pessoas simplesmente odiou o aparelho, não gostou da sensação de ouvir a sua própria voz alterada”, diz Ribeiro.

No entanto, ela considera que o resultado geral dos testes foi promissor. “A maioria melhorou a fluência e chegamos à melhora de até 80%. Isso faz muita diferença, minimiza os bloqueios e pode ajudar em situações cruciais. Imagine uma entrevista de emprego, por exemplo.”

Realmente, em situações de pressão a gagueira tende a piorar. Por isso, muita gente acha que é um problema psicológico, mas, hoje, os especialistas atribuem a gagueira a causas genéticas e neurológicas.

A fonoaudióloga Fernanda Papaterra Limongi, especializada em afasia e gagueira pela University of North Dakota (EUA), diz que não existe uma única causa que justifique todos os casos de gagueira e que são necessários três fatores para ela se desenvolver: o predisponente -que é a predisposição congênita, que pode ou não se manifestar–, o precipitante –que é o evento que desencadeia a gagueira– e o perpetuante, que faz com que ela se instale. “A pessoa percebe que falar é difícil e começa a lutar com a fala. Mas, quanto mais força a fluência, mais gagueja. Assim, perpetua o problema”, diz.

Limongi acredita que a gagueira tem cura. Em sua experiência de mais de 30 anos na área, ela utiliza um tratamento fonoaudiológico baseado em passos, em que a pessoa vai desenvolvendo a fluência e, segundo ela, pode mantê-la por toda a vida. Ela tem conhecimento do novo aparelho -que já está disponível há algum tempo nos EUA–, mas diz nunca ter experimentado. “Atualmente, é bem caro, nem todos têm acesso, e não sabemos como vai funcionar com o tempo. Mais tarde, posso experimentar, mas acho que há outras opções para abordar a questão.”

O SpeechEasy não é exatamente um tratamento, mas sim um auxiliar, e não substitui a fonoaudiologia -a indicação é que seja usado conjuntamente. E o preço é realmente salgado: R$ 9.900, segundo o fabricante.

“Nada em gagueira é consenso, mas o que sabemos hoje é o suficiente para obter fluência”, diz Isis Meira, professora de fonoaudiologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e especialista em gagueira pela Northwestern University e pela Speech Foundation of America (EUA). Ela diz que o aparelho não se encaixa em sua linha de trabalho. “Cada um forma sua gagueira, e cada uma é diferente. Por isso, é importante que o tratamento contemple as necessidades individuais”, afirma.

A abordagem de Meira foca tanto a gagueira quanto a pessoa. “Ela constrói no corpo a gagueira, e o tratamento a ajuda a desconstruir isso, além de trabalhar os sentimentos, as atitudes em relação ao problema, que são muito variadas.”

Quanto à cura, Meira pondera que é preciso definir o que entendemos pela palavra. “Curar é conseguir fala fluente? É possível. Mas deixar de ter essa característica, que eu acredito ser genética, acho que não acontece. A pessoa permanece com a tendência, mas consegue a fala fluente.”

Veja mais informações sobre gagueira nos sites: www.gagueira.org.br www.abraguagueira.org.br


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Matéria Folha Online: “Gagueira deve ser tratada durante infância, dizem especialistas”.

3rd Junho 2008

Gagueira deve ser tratada durante infância, dizem especialistas (Fonte: FolhaOnline)

FÁBIO GRELLET
do Agora

Pessoas gagas costumam ser motivo de piada, mas o problema é sério. E virar tema de gozação é uma das conseqüências mais graves da gagueira: para evitar isso, a vítima acaba se afastando do convívio social.

“É preciso respeitar o gago. As pessoas devem prestar atenção no que ele diz e nunca pressioná-lo nem completar as frases”, afirma Fernanda Sassi, doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. Ela diz que muitas vezes o interlocutor completa a frase do gago dizendo coisas distintas daquelas que ele queria afirmar, mas o gago acaba concordando por estar envergonhado.

Para evitar situações como essa, a vítima de gagueira deve buscar tratamento com fonoaudiólogo. O período de duração varia conforme a intensidade do problema, mas costuma ser de três meses a um ano. “Após a primeira fase, de três meses, o paciente é reavaliado e, se for necessário, pode retomar o tratamento, depois de um intervalo”, afirma Fernanda.

Existem três tipos de gagueira. A de desenvolvimento é a mais comum, surge na infância e é causada por um conjunto de fatores. A psicogênica e a neurogênica são mais raras e acometem pessoas de qualquer idade.

Os homens são as principais vítimas –a cada mulher gaga existem três homens vítimas do problema–, mas ainda não se sabe a razão disso. “Todos os distúrbios de comunicação são mais freqüentes em homens”, diz Fernanda.

O problema geralmente se manifesta antes dos sete anos. O bebê começa a falar com aproximadamente um ano e muitas vezes já é possível notar o problema. O tratamento deve ser imediato, porque a criança tem mais facilidade do que o adulto para superar a gagueira

Mas é comum a criança enfrentar períodos de disfluência, durante os quais ela repete palavras não por ser gaga, mas por estar em fase de estruturação da linguagem. Essas repetições são esporádicas e devem desaparecer com o passar do tempo. Quando a criança é gaga, as repetições são freqüentes e tendem a se agravar, enquanto não houver tratamento. “Mesmo se for um simples período de disfluência, é recomendável levar a criança ao fonoaudiólogo, que poderá avaliar a situação e prestar orientações”, alerta Fernanda.


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Deglutição Atípica (Dificuldade na deglutição)

10th Março 2008

A deglutição é o transporte do bolo alimentar ou de líquidos da cavidade oral para o estomago.

As principais fases da deglutição são:

Fase Oral – inicia após a mastigação, quando o músculo milo-hioideo se contrae e dispara o processo de deglutição. Nessa fase ocorre o movimento ondulatório da língua. A pressão do bolo alimentar exercida nos pilares anteriores da faringe, na base da língua e palato mole (circunferência orofaríngea), determina a geração de impulsos nervosos que iniciam a ação reflexa da deglutição.

Fase Faringolaringea – trata-se de um estágio involuntário. Ocorre passagem do bolo alimentar da cavidade oral para a faringe. Ocorre alongamento da faringe e parada respiratória, fechamento das vias respiratórias e o bolo alimentar é conduzido para o esôfago.

Fase Esofágia – o bolo alimentar passa para o esôfago. A laringe volta à sua posição normal e reinicia-se a respiração normal.

Deglutição Atípica

É uma alteração na fase oral da denglutição, Uma das características observadas claramente na descrição do padrão da deglutição atípica, é o pressionamento da língua nos dentes incisivos centrais e laterais ( os dentes da frente) ocasionando muitas vezes alterações dos mesmos, levando ao aparecimento de diastemas (espaços entre os dentes), projeção dos dentes incisivos e mordida aberta. Este tipo de alteração é mais favorável em crianças na fase de dentição mista, uma vez que nessa fase ocorre crescimento diferencial entre língua e cavidade oral, o que justifica a anteriorização da língua. (A língua atinge seu tamanho máximo aos 8 anos enquanto a mandíbula entre 8 e 12 anos).

Reabilitação Fonoaudiológica.

O fonoaudiólogo deve primeiramente procurar possíveis razões dessas alterações para que possamos tratar das causas e não da conseqüência pura e simples, que é a projeção de língua.

Na avaliação fonoaudiológica, devemos observar a forma da face, o tipo de arcada, o posicionamento da cabeça e do pescoço, a tonicidade da musculatura da língua e a função respiratória. Durante a avaliação, deve-se levar em conta os seguintes aspectos:

- A língua se adapta à forma;

- Outras funções interferem no seu posicionamento;

- A idade traz modificações.
O objetivo da terapia será reposicionar a língua no palato, tanto para postura quanto para a realização das funções orais.

É importante encaminhar o paciente primeiramente ao ortodontista, se tiver alterações oclusais, ou ao otorrinolaringologista em casos de alterações respiratórias.

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Fissuras Labiopalatinas

10th Março 2008

São malformações congênitas de lábio e palato, consideradas craniofaciais. Podemos classificar as fissuras como anteriores ou posteriores.

As alterações encontradas nas fissuras anteriores são:

- Alterações no músculo orbicular dos lábios;

- Comprometimento da sucção e articulação;

- Depressão da asa nasal e desvio de septo que podem contribuir para obstrução nasal.

Já nas fissuras posteriores, as alterações encontradas são:

- Hipernasalidade.

- Refluxo alimentar para a cavidade nasal.

- Aparecimento de otites médias secretoras por impossibilidade de abertura das tubas auditivas.

A fissura que acomete o palato mole é denominada Fissura Palatina Submucosa, que pode provocar hipernasalidade vocal e refluxo alimentar nasal.

Distúrbios Auditivos: Os Distúrbios Auditivos podem ocorrer devido à entrada de líquidos na tuba auditiva durante a deglutição, causando otites médias.

O mecanismo da tuba auditiva pode encontrar-se alterado devido a alterações na inserção e contração do músculo tensor do véu-palatino. Também podem ocorrer devido a anomalias anatômicas da tuba auditiva e seu funcionamento com o músculo tensor do véu palatino.

Alterações de Voz: As características vocais de pacientes com fissura palatina são hipernasalidade, nasalidade mista, redução da intensidade e qualidade vocal tenso-estrangulada.

Distúrbios de Fala: Os principais Distúrbios de Fala encontrados são a presença de mecanismos compensatórios e de fala, na tentativa de compensar o escape de ar nasal (tentativa para impedir que a corrente aérea seja direcionada para o nariz). Dificuldade para produzir fonemas plosivos fricativos.

As causas para o Distúrbio Articulatório são:

  1. Alterações na Função Velofaringea* – ocorre dificuldade na aquisição da pressão intra-oral necessária para e emissão de fonemas plosivos e fricativos. Também prejudica a ressonância vocal equilibrada.
  2. Deformidade do palato e da arcada dentária – ocorre distorção dos fonemas em decorrência dos pontos articulatórios não se encontrarem íntegros.
  3. Compensações glóticas (golpe de glote) – substituições devido à impossibilidade aérea de se obter os fonemas nos respectivos pontos.

Reabilitação Fonoaudiológica

A fonoaudiólogo atua no pré e pós operatório, para orientação inicial de sucção e alimentação e, posteriormente, na adequação funcional das estruturas.

Intervenção Precoce: Os objetivos da terapia fonoaudiologica no tratamento precoce são:

  1. Alimentação: Atuar no aleitamento materno. (Obs: no pós-cirurgico da Queiloplastia não deve ser usada mamadeira por 15 dias. A alimentação deve ser pastosa rala por mais ou menos três meses).
  2. Hábitos Orais: Evitar instalação de hábitos nocivos.
  3. Sensibilidade: São feitos exercícios que abrangem três níveis de sensibilidade: tátil, térmica e gustativa. O objetivo desse trabalho é fornecer estímulos sensoriais na parte anterior da cavidade oral, evitando fixação de movimentos ompensatorios.
  4. Linguagem e Fala
  5. Audição
  6. Desenvolvimento Neuropsicomotor.

*O funcionamento do esfíncter velofaringeo ocorre da seguinte forma: 1- palato mole posterioriza-se, tocando a parede posterior da faringe; 2- medilização das paredes laterais da laringe; 3- anteriorização da parede posterior da faringe.

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Disartria

10th Março 2008

A Disartria é uma alteração na expressão verbal causada por uma alteração no controle muscular dos mecanismos da fala. Compreende as disfunções motoras de respiração, fonação, ressonância, articulação e prosódia.

Respiração: O controle deficiente da expiração e inspiração intereferirá na entonação, prejudicando a inteligibilidade da fala

Prosódia: Muitos disartricos tem uma entonação e prosódia distorcidas.

Fonação: A paralisia das pregas vocais resultará em um som fraco e abafado e fará com que o paciente se canse facilmente. O volume da voz airá após um certo perídodo da fala ou no final da oração.

Ressonância: Se há insuficiência palatal, a qualidade da voz terá baixa ressonância (hiponasalidade) ou muita ressonância (hipernasalidade).

Articulação: A redução da atividade neuromuscular da língua, lábios, palato mole e mandíbula produz alteração de fala.

A disartria pode ser causada por um processo traumatico craniocervical; tumores benignos ou malignos do cérebro, cerebelo ou tronco encefálico;  lesão vascular encefálica/ doenças infecciosas, metabólicas, tóxicas ou degenerativas do sistema nervosos ou do muscular.

O local da lesão pode ser o Sistema Nervosos Central e/ ou periférico.

Tipos de Disartrias

Disartria Flácida: Flacidez ou paralisia com diminuição dos reflexos de alongamento muscular;Alteração do movimento voluntário, automático e reflexo;Atrofia das fibras musculares (perda da massa muscular).

 Disartria Espástica: Presença da espasticidade associadas com outras características incluindo disfagia, labilidade emocional e fraqueza bulbar.

Disartria Atáxica: Os musculos afetados estão hipotônicos. Os movimentos são lentos. Com frequência se observa nistagmo e os movimentos oculares podem ser irregulares. Aspereza da voz e uma monotonia no tom com poucas variações de intensidade.

Disartria Hipocinética: Associada á doença de Parkinson, com característica principal a debilidade da voz, prosódia, inteligibilidade da fala e articulação com falhas.

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22nd Dezembro 2007

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Dislexia. Dificuldades de Aprendizagem. Distúrbios de Leitura e Escrita

27th Outubro 2007

“Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração. [ A criança com Dislexia ] haverá sempre: dificuldades com a linguagem escrita; dificuldades em escrever; dificuldades com a ortografia; lentidão na aprendizagem da leitura.” (Fonte: ABD - Associação Brasileira de Dislexia)

Atualmente a mídia em geral tem fortemente difundido a questão da Dislexia, a partir da descrição de seus sintomas. Porém, muitos estudiosos colocam em xeque a utilização do diagnóstico de dislexia nos casos de pessoas com dificuldades de leitura e escrita.

Muitas crianças apresentam dificuldades com a leitura/escrita e o fonoaudiólogo é o especialista indicado para atendê-las, uma vez que é ele o profissional capacitado para atender demandas relacionadas às Patologias de Linguagem (oral e escrita). Cabe ao fonoaudiólogo, durante a avaliação, observar quais são as marcas/erros apresentados por essas crianças, uma vez que essas marcas/dificuldades são singulares e portanto, incabíveis de serem classificadas e descritas como um termo generalizado como a Dislexia.

Para maiores esclarecimentos sobre dificuldades de leitura e escrita, procure um fonoaudiólogo.

Indicação para leitura:

Livro - “A Dislexia em questão”, Giselle Massi, 2007.

“A obra problematiza o reconhecimento da dislexia como distúrbio ou dificuldade de aprendizagem da escrita” (Fonte: Livraria Siciliano)

Tese - “Sobre o efeito Sintomático e as Produções Escritas de Crianças”, Luciana Leite, 2000.

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Afasia

28th Agosto 2007

A Afasia é uma patologia de linguagem adquirida em consequência de uma lesão cerebral nas áreas da fala e linguagem, em especial o AVE / AVC (popularmente conhecido como derrame cerebral). O quadro é caracterizado por diminuição ou perda das habilidades de produção da linguagem oral e escrita.

O fonoaudiólogo é o profissional responsável pelo atendimento à pacientes afásicos. O seu trabalho tem por objetivo aprimorar as capacidades comunicativas e promover melhoria na qualidade de vida desses pacientes

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Derrame Cerebral - AVC / AVE

28th Agosto 2007

O que é AVE?

Antigamente denominado Acidente Vascular Cerebral (AVC) e derrame cerebral, o Acidente Vascular Encefálico (AVE) é caracterizado pela interrupção da irrigação sanguínea das estruturas do encéfalo, ou seja, ocorre quando o sangue que sustenta o cérebro com oxigênio e glicose deixa de atingir a região, ocasionando a perda da funcionalidade dos neurônios.

Quais são os tipos de AVE?

Existem dois tipos de AVE:

-Isquêmico: É o mais comum e, na maioria das vezes, tem evolução benigna e transitória.

-Hemorrágica: Tem início súbito, não apresentam sintomas prévios e as seqüelas costumam ser graves permanentes.Os principais fatores de risco para o AVE são: Diabetes, doenças cardíacas, fumo, hipertensão arterial, anemia, enxaquecas, contraceptivos orais, obesidade, entre outros.

Tratamento

Com relação ao tratamento, uma vez instalado o AVE é fundamental iniciar o mais precocemente possível as terapias reabilitadoras: Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. O trabalho de reabilitação deve ser iniciado dentro do hospital com continuidade após a alta hospitalar.

Indicação de Leitura

“Sem Asas ao Amanhecer “. Autor: Scotti, Luciana. Ed.: O Nome da Rosa.

“Em seu primeiro livro, que recebeu exatamente esse título, Luciana contou como se sentiu quando teve um AVC (acidente vascular cerebral), popularmente conhecido como derrame ou trombose cerebral.” (Fonte: Folha Online)

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O que são os Atrasos de Aquisição de Linguagem?

29th Julho 2007

A maioria das crianças começam a produzir as primeiras palavras por volta dos 10 meses. Porém algumas crianças apresentam um Atraso na Aquisição da Linguagem, ou seja, crianças que não falam ou emitem poucas palavras e não possuem intenção comunicativa.

Alterações neurológicas, trantornos de desenvolvimento (autismo, psicoses,etc), perdas auditivas e deficiências mentais provocadas ou não por quadros sindrômicos, são alguns fatores que podem causar Atraso de Linguagem. Mas isso não é uma regra, uma vez que algumas crianças podem apresentar um Atraso de Linguagem sem estar associado a qualquer outro problema.

Oriento os pais procurarem um fonoaudiólogo sempre que sentir necessidade, para  que possam compreender melhor o processo de Aquisição de Linguagem e resolver dúvidas sobre a existência ou não de algum outro problema mais específico.

O que os pais podem fazer para desenvolver a linguagem dos seus filhos?

  • Converse, leia livros infantis, cante, relembre e reconte a mesma história mesmo antes de eles entenderem o significado de qualquer palavra.
  • Estimule conversando COM eles e não SOBRE eles. Chame a criança para a linguagem falando diretamente com ela. Exemplo: “Do que você está brincando?”.
  • Não dê automaticamente as coisas para eles, aguarde que eles tomem a iniciativa de solicitar verbalmente o objeto.
  • Forneça oportunidades que favoreçam a comunicação e saiba aguardar uma resposta.
  • É importante que a criança conviva com outras crianças para que ela se faça entender pelos outros.

 

 

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